sábado, 15 de maio de 2010
Australiano brilha no fim do treino em Mônaco e põe a RBR na ponta do grid pela sexta vez em seis corridas no ano; Massa é quarto, Rubinho é nono, e Alonso sai dos boxes
O treino classificatório em Monte Carlo começou de forma incomum, antes mesmo de o cronômetro ser disparado. Após um forte acidente na sessão livre, que obrigou a troca de chassi em sua Ferrari, Fernando Alonso sequer foi à pista brigar por posições no grid. Sem o companheiro no caminho, Felipe Massa se viu diante da possibilidade de superar os problemas das últimas corridas e dar a volta por cima. Mas não aproveitou. O brasileiro ficou apenas em quarto lugar e, no fim das contas, a rotina foi mantida: quem cravou a pole position foi o australiano Mark Webber, que colocou a RBR na ponta do grid pela sexta vez em seis corridas neste ano.
É a terceira pole de Webber no ano, a segunda seguida. Além disso, é a primeira vez que um australiano sai na ponta do grid de largada em uma prova no principado desde o tricampeão Jack Brabham, pela equipe que levava seu nome, em 1967. A prova, conhecida pela dificuldade de ultrapassagens, está marcada para as 9h, com transmissão ao vivo da Rede Globo.

Ao lado de Webber na primeira fila estará o polonês Robert Kubica, da Renault, seguido por Sebastian Vettel, companheiro de Webber. Rubens Barrichello, da Williams, ficou em nono.

Os estreantes brasileiros ficaram eliminados mais uma vez na primeira parte do treino. Lucas di Grassi, da VRT, larga em 21º, ao ficar meio segundo atrás do companheiro Timo Glock, o 20º. Bruno Senna, com a Hispania, ficou em 22º e superou o colega indiano Karun Chandhok, o 23º.


A chuva prometida pela meteorologia não veio, e o treino começou com muito sol nas ruas Monte Carlo. A tão falada ameaça do tráfego na primeira parte (Q1), causada pelos carros das equipes menores, não se concretizou, e o trecho não teve surpresas. Além de Alonso, que não treinou, apenas a Lotus, a VRT e a Hispania tiveram carros eliminados no início da sessão.


- Estas coisas acontecem e você não pode fazer nada. Agora é ver como estará amanhã (domingo) para pensar em uma recuperação. É difícil largar em último em Mônaco, mas a corrida é longa e, em 2006, Schumacher começou do fim do grid e terminou em quinto. O alvo agora é marcar alguns pontos. Vamos ver se temos esta sorte - diz Alonso.


O Q2 não teve surpresas. Barrichello, que vinha tendo dificuldades nas corridas anteriores para passar à superpole, desta vez conseguiu uma vaga com tranquilidade. O brasileiro passou com o oitavo tempo e boa folga para os eliminados. Os 10 pilotos mantiveram o forte equilíbrio do fim de semana, com apenas oito décimos entre o primeiro, Nico Rosberg, para o décimo, Jenson Button.

O único incidente da segunda parte foi o erro de Vitaly Petrov na curva Sainte Devote, a primeira do traçado urbano de Monte Carlo. O russo entrou forte demais, perdeu o carro e bateu de frente na barreira de pneus. Mas os fiscais foram rápidos e removeram o Renault rapidamente, sem a necessidade de uma interrupção do treino.


Ao contrário do que se esperava, a superpole não teve a Ferrari como protagonista. Kubica e Webber disputaram a primeira posição até o último segundo, mas o australiano acabou levando a melhor com sua RBR. Massa tinha o terceiro tempo quase assegurado, só que uma excepcional volta de Vettel com o cronômetro zerado tirou a posição do brasileiro.



Confira o grid de largada para o GP de Mônaco:

1 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m13s826

2 - Robert Kubica (POL/Renault) - 1m14s120

3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m14s227

4 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m14s283

5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m14s432

6 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m14s544

7 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m14s590

8 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m14s637

9 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m14s901

10 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m15s170



Eliminados na segunda parte do treino classificatório:

11 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - 1m15s317

12 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m15s318

13 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m15s413

14 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1m15s576

15 - Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - 1m15s692

16 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m15s992

17 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m16s176



Eliminados na primeira parte do treino classificatório:

18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - 1m17s094

19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - 1m17s134

20 - Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - 1m17s377

21 - Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - 1m17s864

22 - Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - 1m18s509

23 - Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - 1m19s559

24 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - sem tempo






segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Schumi melhora e brasileiros têm treino ruim em Barcelona

Com incrível superioridade sobre as demais equipes, a Red Bull atropelou no treino classificatório para o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 e fez dobradinha no grid, com Mark Webber conquistando sua segunda pole position na temporada e Sebastian Vettel completando a primeira fila. A equipe não foi ameaçada em nenhum momento do treino e obteve sua quinta pole em cinco corridas no ano. Um massacre.

A segunda fila terá os rivais Lewis Hamilton, da McLaren, e Fernando Alonso, da Ferrari. Em seguida, na terceira fila, ficaram o líder do Mundial Jenson Button (McLaren) e o heptacampeão Michael Schumacher, que, com as mudanças no carro da Mercedes, bateu o companheiro Nico Rosberg pela primeira vez num treino classificatório nesta temporada.

Os brasileiros tiveram um treino muito ruim. Felipe Massa, da Ferrari, ficou apenas na nona posição no grid, a 0s6 do tempo marcado por Alonso. Rubens Barrichello, da Williams, nem passou da primeira etapa do treino e acabou em 17º. Bruno Senna ficou atrás do companheiro de equipe Karun Chandhok, mas o indiano teve de trocar o câmbio e, com isso, acabou em 21º. Já Lucas di Grassi, devido a uma outra punição à Virgin, perdeu cinco posições no grid e largará em 23º.

A largada para a quinta etapa da temporada será às 9h deste domingo.

GRID DE LARGADA DO GRANDE PRÊMIO DA ESPANHA
1º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault - 1m19s995
2º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Renault - 1m20s101
3º - Lewis Hamilton (ING) McLaren-Mercedes - 1m20s829
4º - Fernando Alonso (ESP) Ferrari - 1m20s937
5º - Jenson Button (ING) McLaren-Mercedes - 1m20s991
6º - Michael Schumacher (ALE) Mercedes - 1m21s294
7º - Robert Kubica (POL) Renault - 1m21s353
8º - Nico Rosberg (ALE) Mercedes - 1m21s408
9º - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1m21s585
10º - Kamui Kobayashi (JAP) Sauber-Ferrari - 1m21s984
11º - Adrian Sutil (ALE) Force India-Mercedes - 1m21s985
12º - Pedro de la Rosa (ESP) Sauber-Ferrari - 1m22s086
13º - Nico Hulkenberg (ALE) Williams-Cosworth - 1m22s131
14º - Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso-Ferrari - 1m22s191
15º - Jaime Alguersuari (ESP) Toro Rosso-Ferrari - 1m22s207
16º - Vitantonio Liuzzi (ITA) Force India-Mercedes - 1m22s854
17º - Rubens Barrichello (BRA) Williams-Cosworth - 1m23s125
18º - Jarno Trulli (ITA) Lotus-Cosworth - 1m24s674
19º - Vitaly Petrov (RUS) Renault - 1m22s139*
20º - Heikki Kovalainen (FIN) Lotus-Cosworth - 1m24s748
21º - Bruno Senna (BRA) Hispania-Cosworth - 1m27s122
22º - Timo Glock (ALE) Virgin-Cosworth - punido**
23º - Lucas di Grassi (BRA) Virgin-Cosworth - punido**
24º - Karun Chandhok (IND) Hispania-Cosworth - punido*

*Troca de câmbio
**A equipe demorou a entregar as especificações de trabalho à FIA
sábado, 17 de abril de 2010
Com volta perfeita no fim do treino, Vettel crava a pole na China; Massa é o sétimo
Após vencer o GP da Malásia, assumir o terceiro lugar na classificação e iniciar uma volta por cima no campeonato, Sebastian Vettel chegou à China com sua fome de reação intacta. E começou bem em Xangai. Com uma volta perfeita no último minuto do treino classificatório, o alemão cravou 1m34s558, fez sua terceira pole position na temporada e liderou a dobradinha da RBR no grid de largada. Três décimos atrás de Vettel, o australiano Mark Webber completa a primeira fila da corrida, que começa às 4h (de Brasília) neste domingo. A Rede Globo transmite as 56 voltas ao vivo.

No duelo interno da Ferrari, Felipe Massa começará em desvantagem na China. Líder do campeonato, o brasileiro admitiu ter cometido um erro na última curva do circuito de Xangai e conseguiu apenas a sétima posição para a largada. O companheiro Fernando Alonso foi dois décimos mais rápido e garantiu a terceira posição. Rubens Barrichello vai largar em 11º, enquanto os brasileiros estreantes continuam penando com seus carros – Lucas di Grassi vai sair em 22º, e Bruno Senna, em 23º.

Considerada a favorita para a etapa chinesa, a McLaren sofreu um duro golpe no treino. A equipe planejava se aproveitar do duto aerodinâmico para ganhar velocidade nas duas grandes retas do circuito e assegurar a pole, mas teve de se contentar com dois lugares na terceira fila. Jenson Button, atual campeão do mundo, marcou o quinto tempo, seguido por Lewis Hamilton.




Nico Rosberg superou mais uma vez Michael Schumacher na disputa interna da Mercedes. O jovem alemão conseguiu o quarto tempo no grid, e o heptacampeão foi apenas o nono entre os pilotos da superpole, à frente apenas do compatriota Adrian Sutil, da Force India, décimo colocado. O polonês Robert Kubica, da Renault, conseguiu a oitava posição no treino.


Barrichello sai em 11º

Rubens Barrichello, da Williams, vai largar em 11º neste domingo, após ser eliminado do treino ainda na segunda parte, o Q2. Mesmo com um motor novo, o brasileiro foi superado por Sutil, já com o cronômetro zerado, por apenas 83 milésimos. Em compensação, será o primeiro dos pilotos que terão direito a usar pneus novos, já que os dez primeiros são obrigados a largar com os usados na superpole.




Os estreantes brasileiros mantiveram a rotina de problemas neste início de temporada. Lucas di Grassi marcou apenas o 22º tempo com sua VRT, três posições atrás do companheiro Timo Glock, o 19º. Bruno Senna, da Hispania, só conseguiu superar o colega de time, Karun Chandhok, e sai em penúltimo. O indiano, no entanto, largaria em último de qualquer jeito, já que foi punido com a perda de cinco posições no grid por causa de uma alteração no câmbio feita por sua equipe na noite de sexta-feira.







Vitaly Petrov, da Renault, uma das surpresas das primeiras corridas da temporada, também foi eliminado no Q2. O russo conseguiu apenas a 14ª posição no treino, à frente do japonês Kamui Kobayashi, da Sauber. Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi, da STR, largam em 12º e 13º, respectivamente. O espanhol superou novamente o companheiro suíço em um treino classificatório.







Liuzzi e 'Série B' fora no Q1





A primeira parte da sessão (Q1) teve apenas a surpresa da eliminação de Vitantonio Liuzzi, da Force India. O italiano vai largar na 18ª posição, após ser superado no fim do trecho por Pedro de la Rosa, da Sauber. A equipe indiana vinha em uma boa evolução na temporada, tanto que Sutil conseguiu passar ao Q2 com facilidade.



As outras vagas das últimas filas ficaram com os seis carros das equipes estreantes, a chamada "Série B" da Fórmula 1: VRT, Hispania e Lotus. Timo Glock foi o melhor deles, com a 19ª posição, mas o alemão foi mais de dois segundos mais lento que De la Rosa.

Confira o grid de largada para o GP da China:
Piloto País Equipe Tempo


1 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault 1m34s558

2 Mark Webber AUS RBR-Renault 1m34s806

3 Fernando Alonso ESP Ferrari 1m34s913

4 Nico Rosberg ALE Mercedes 1m34s923

5 Jenson Button ING McLaren-Mercedes 1m34s979

6 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes 1m35s034

7 Felipe Massa BRA Ferrari 1m35s180

8 Robert Kubica RUS Renault 1m35s364

9 Michael Schumacher ALE Mercedes 1m35s646

10 Adrian Sutil ALE Force India-Mercedes 1m35s963

Eliminados na segunda parte do treino

11 Rubens Barrichello BRA Williams-Cosworth 1m35s748

12 Jaime Alguersuari ESP STR-Ferrari 1m36s047

13 Sebastien Buemi SUI STR-Ferrari 1m36s149

14 Vitaly Petrov RUS Renault 1m36s311

15 Kamui Kobayashi JAP Sauber-Ferrari 1m36s422

16 Nico Hulkenberg ALE Williams-Cosworth 1m36s647

17 Pedro de la Rosa ESP Sauber-Ferrari 1m37s020

Eliminados na primeira parte do treino

18 Vitantonio Liuzzi ITA Force India-Mercedes 1m37s161

19 Timo Glock ALE VRT-Cosworth 1m39s278

20 Jarno Trulli ITA Lotus-Cosworth 1m39s399

21 Heikki Kovalainen FIN Lotus-Cosworth 1m39s520

22 Lucas di Grassi BRA VRT-Cosworth 1m39s783

23 Bruno Senna BRA Hispania-Cosworth 1m40s469

24 Karun Chandhok IND Hispania-Cosworth 1m40s578 (punido)
sábado, 3 de abril de 2010
Hamilton, Alonso, Massa e Button erram na tática e ficam nas últimas posições do grid no GP da Malásia
Webber acertou na escolha de pneus no Q3 e obteve segunda pole na carreira (Crédito: Reuters) (Crédito: Reuters)
Em treino com muita chuva, Mark Webber, da Red Bull, aproveitou a ausência de McLaren e Ferrari na Q3 e marcou a pole position para o GP da Malásia. Nico Rosberg, da Mercedes, completa a primeira fila da corrida de domingo, às 5h (de Brasília). Lewis Hamilton, Jenson Button, Fernando Alonso e Felipe Massa vão largar na parte de trás do grid em Sepang após erros estratégicos das suas equipes e escapadas da pista.
Pela terceira vez seguida, a Red Bull conseguiu a pole position nesta temporada. Webber teve um melhor desempenho com pneus intermediários, enquanto Vettel, que havia saído na frente no Bahrein e na Austrália, usou compostos para chuva forte, e ficou em terceiro no grid.
É a segunda pole da carreira de Webber, que antes só havia largado na posição de honra no Grande Prêmio da Alemanha do ano passado.
O melhor brasileiro no grid acabou sendo Rubens Barrichello, que aproveitou a experiência e habilidade na chuva para ficar em sétimo. Mesmo assim, o recordista de participações na F-1 ficou duas posições atrás do companheiro de equipe, o novato Nico Hulkenberg.
Quem também teve um fim amargo de treino foi Michael Schumacher, que ensaiou brigar pela pole, mas ficou numa distante oitava posição, mais uma vez bem atrás de Rosberg.

Q1 cheia de surpresas

A Q1 já mostrou os efeitos da chuva que era constante desde antes do treino: Felipe Massa, Fernando Alonso, ambos da Ferrari, e Lewis Hamilton, por lá ficaram. Eles demoraram para ir à pista por erro de estratégia de Ferrari e McLaren, e pegaram a pista bem mais molhada.

Vários carros foram à pista logo no início, exatamente pelo medo da chuva, que já caía, mas prometia ser ainda mais forte, principalmente as equipes médias e as novas. Sebastien Buemi foi o primeiro a abrir volta, e Vitaly Petrov, da Renault, já rodava. Poucas voltas depois, o suíço daria um passeio na brita.
Já no meio da atividade, Ferrari, Mercedes e McLaren ainda não tinham marcado tempo, e a chuva continuava, tanto que Vitantonio Liuzzi foi mais um a rodar, e Bruno Senna também foi para a brita. Tudo poderia acontecer. Até Lewis Hamilton parou na pista.
Jenson Button ficou preso na brita a ainda assim avançou ao Q2, em 13º, mas não conseguiria mais andar, largando assim em 17º. Com isso, quatro pilotos favoritos ficaram na parte de trás do grid.
Assim, Heikki Kovalainen, da Lotus, e Timo Glock, da Virgin, foram beneficiados e foram os primeiros pilotos a levaram equipes novas ao Q2.
Lucas di Grassi, Bruno Senna, Karun Chandhok e Jarno Trulli foram os outros que saíram no Q1.

Q2 sem surpresas

No Q2, nenhum piloto bobeou e todos foram rapidamente à pista, e as equipes intermediárias brigaram muito pelo Q3, já que quatro vagas teoricamente cativas na parte final do treino estavam abertas.
Desta vez, nenhuma surpresa. Os quatro pilotos favoritos foram com facilidade para o Q3, assim como Rubens Barrichello, que mostrava sua habilidade na chuva, assim como seu companheiro, Nico Hulkenberg, que chegou a liderar a atividade.

Quem voltou a mostrar boa performance foi a Force India, com Sutil em terceiro, e Liuzzi em oitavo.
Desta forma, ficaram pelo caminho na Q2: Petrov, De La Rosa, Buemi, Alguersuari, Kovalainen e Glock, além de Button.

Mais chuva e pausa na Q3

Na Q3, tudo ficava aberto para Red Bull e Mercedes brigarem pela pole position. A fila estava formada para o treino, com todos querendo entrar na frente. Kubica foi na frente, até passando na frente de Sutil ainda nos boxes. Mas o tiro iria pela culatra, já que a chuva aumentou muito e a bandeira vermelha foi agitada.
Depois da pausa, a Force India não deixou que o mesmo acontecesse, e Liuzzi foi na frente, tendo melhor visibilidade. Mas Sutil fazia o melhor tempo.
Do meio para o fim, a escolha correta de pneus de Webber e Rosberg deu resultado e ambos baixaram muito o tempo em relação aos demais.
A previsão do tempo indica mais possibilidade de chuva para a corrida deste domingo

GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA

1º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault - 1m49s327
2º - Nico Rosberg (ALE) Mercedes - 1m50s673
3º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Renault - 1m50s789
4º - Adrian Sutil (ALE) Force India-Mercedes - 1m50s914
5º - Nico Hulkenberg (ALE) Williams-Cosworth - 1m51s001
6º - Robert Kubica (POL) Renault - 1m51s051
7º - Rubens Barrichello (BRA) Williams-Cosworth - 1m51s511
8º - Michael Schumacher (ALE) Mercedes - 1m51s717
9º - Kamui Kobayashi (JAP) Sauber-Ferrari - 1m51s717
10º - Vitantonio Liuzzi (ITA) Force India-Mercedes - 1m52s254
11º - Vitaly Petrov (RUS) Renault - 1m48s770
12º - Pedro de la Rosa (ESP) Sauber-Ferrari - 1m48s771
13º - Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso-Ferrari - 1m49s207
14º - Jaime Alguersuari (ESP) Toro Rosso-Ferrari - 1m49s464
15º - Heikki Kovalainen (FIN) Lotus-Cosworth - 1m52s270
16º - Timo Glock (ALE) Virgin-Cosworth - 1m52s520
17º - Jenson Button (ING) McLaren-Mercedes - sem tempo
18º - Jarno Trulli (ITA) Lotus-Cosworth - 1m52s844
19º - Fernando Alonso (ESP) Ferrari - 1m53s044
20º - Lewis Hamilton (ING) McLaren-Mercedes - 1m53s050
21º - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1m53s283
22º - Karun Chandhok (IND) Hispania-Cosworth - 1m56s299
23º - Bruno Senna (BRA) Hispania-Cosworth - 1m57s269
24º - Lucas di Grassi (BRA) Virgin-Cosworth - 1m59s977
domingo, 28 de março de 2010
Pancada de chuva traz emoção de volta; Kubica chega em segundo, e Massa completa o pódio

Duas corridas, dois pódios. Apesar de ainda não ter vencido na temporada 2010 da Fórmula 1, Felipe Massa festejou neste domingo o melhor início de campeonato de sua carreira. Com o segundo lugar no Bahrein e o terceiro na Austrália, o brasileiro da Ferrari se disse satisfeito e agradeceu à equipe.

 É fantástico ter um segundo e um terceiro lugar neste início de ano. Nós sabemos como isso é importante para o campeonato. No passado, eu não somei tantos pontos quanto agora. A equipe fez um trabalho incrível, e estou feliz por terminar em terceiro em uma corrida como esta – avaliou Massa.

Para o brasileiro, seu início de prova, quando passou de quinto para segundo lugar, foi o principal motivo para que ele terminasse no pódio na Austrália.

- Eu tive um começo fantástico, tive boa aderência e consegui arrancar bem. Vi muitos carros girarem as rodas em falso, como Fernando Alonso e Mark Webber. Tive um começo muito bom e passei por eles de uma maneira muito boa. Meu melhor resultado na Austrália havia sido um sexto lugar - disse.



sábado, 27 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
No próximo domingo, dia 21 de março, Ayrton Senna completaria 50 anos se estivesse vivo. Enquanto a data não chega, o LANCENET! quer saber de você, internauta, qual foi a melhor corrida do tricampeão na Fórmula 1. Escolhemos dez atuações marcantes de Senna para você lembrar e votar!








GP de Mônaco de 1984 - Correndo pela Toleman, Senna conseguiu o 13º lugar no grid em um total de 20 carros. As perspectivas para a corrida não eram boas, mas a chuva no dia da corrida mudou a situação. Com uma pilotagem sensacional, Ayrton subiu até o segundo lugar e encostou no líder Alain Prost (McLaren) na 31ª volta, quando o diretor de prova Jacky Ickx resolveu encerrar a prova por razões de segurança. Mesmo assim, o brasileiro marcou seu território na categoria.

GP de Portugal de 1985 - Na sua segunda corrida pela Lotus, Senna obteve sua primeira pole na F-1. No dia da corrida, um temporal atacou Estoril e Senna atacou o circuito. Mesmo, segundo ele próprio, depois de cometer alguns erros, Senna abriu um minuto de vantagem sobre o segundo colocado Michele Alboreto (Ferrari) para conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1. Era também o fim de jejum de vitórias da Lotus, que vinha desde 1982.

GP dos Estados Unidos de 1986 - Senna fez mais uma pole com seu Lotus e brigou contra Nigel Mansell nas primeiras voltas até parar nos boxes com um pneu furado. Retornou em oitavo, mas abriu caminho até voltar à ponta. Após a bandeirada, fez pela primeira vez o gesto que o marcaria: pegou uma bandeira brasileira com um torcedor e desfilou com ela como forma de minimizar o sofrimento da torcida brasileira, um dia após a eliminação na Copa do Mundo contra a França.

GP do Canadá de 1988 - Ayrton Senna e Alain Prost vinham trocando as vitórias na temporada, mas até aquele momento jamais haviam tido um confronto direto. Em Montreal, Senna fez a pole, mas perdeu a ponta para o francês nos primeiros metros. Durante 18 voltas, o brasileiro perseguiu o rival e, com uma manobra precisa e decidida no cotovelo, assumiu a liderança para não mais perder. Foi, talvez, a ultrapassagem mais importante da carreira de Ayrton até então.

GP do Japão de 1988 - Se vencesse em Suzuka, Senna atingiria seu oitavo triunfo no campeonato e conquistaria antecipadamente o título na briga contra Alain Prost. Após marcar a 12ª pole em 15 corridas, Ayrton teve problemas com a embreagem na largada e caiu para 16º. Mas o brasileiro recuperaria todas as posições com ultrapassagens audaciosas e decisivas, e, com uma ajudinha da chuva, superaria Prost para selar o seu primeiro título na categoria.

GP da Itália de 1990 - Em mais um duelo pelo título entre Senna e Alain Prost, quem vencesse em Monza daria um passo importantíssimo para a conquista. E a prova aconteceria na casa da Ferrari, com a torcida toda favorável a Prost. Mas o brasileiro, com uma atuação impecável, não deu a mínima chance ao francês, dominou a corrida de ponta a ponta, quebrou a maldição de jamais ter vencido em Monza e calou os italianos.

GP do Brasil de 1991 - Senna jamais havia vencido no seu país, mas a vitória na primeira prova do ano, nos Estados Unidos, aumentava ainda mais seu favoritismo. Após fazer a pole, Ayrton largou bem, mas não conseguiu fugir de Nigel Mansell e seu renovado Williams. Depois, o inglês teria um pneu furado e abandonaria após uma rodada. Mas todas as marchas, exceto a sexta, quebraram no carro do brasileiro, que teve de fazer um esforço sobrehumano para cruzar a linha de chegada na frente.

GP de Mônaco de 1992 - Após cinco vitórias em cinco provas, Nigel Mansell era favoritíssimo à vitória em Mônaco. E o Leão dominou quase toda a corrida até ser obrigado a trocar um pneu furado. Ayrton Senna estava a uma distância suficiente para assumir a ponta e, com uma lição de pilotagem, fez o possível e o impossível para resistir às investidas de Mansell e conquistar sua quinta vitória nas ruas do Principado, igualando o recorde de Graham Hill.

GP do Brasil de 1993 - Com um McLaren inferior em potência ao Williams de Alain Prost, Senna teria muitas dificuldades para vencer pela segunda vez em Interlagos. E, de fato, após a largada o francês disparou na frente. Mas veio a chuva, Prost se atrapalhou e Senna se recuperou, assumindo a ponta com uma ultrapassagem sensacional sobre Damon Hill. Após a bandeirada, uma multidão invadiu a pista e carregou Senna nos braços, numa cena épica.

GP da Europa de 1993 - No circuito inglês novamente a Williams era favorita. Mas a chuva voltaria a ajudar Ayrton, que, numa primeira volta antológica, saiu de quinto para primeiro, ultrapassando pela ordem Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost. Depois abriu vantagem, trocou os pneus nos momentos certos e só não deu uma volta em todos os rivais porque tirou o pé nas últimas voltas.

Fonte: MSN Esportes
segunda-feira, 15 de março de 2010
Australiano supera americano Ryan Hunter-Reay nas últimas voltas da corrida. Vitor Meira é o melhor brasileiro, na terceira posição em São Paulo

Após a interrupção causada pela chuva forte, Will Power venceu a etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada neste domingo no circuito de rua do Anhembi, em São Paulo. O australiano superou o americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti Autosport, nas últimas voltas e deixou o rival em segundo. Vitor Meira, da AJ Foyt, foi o melhor brasileiro, na terceira posição, com bela corrida de recuperação após largar em 16º lugar.

Will Power recebe a bandeirada e vence a etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada neste domingo
Além de Meira, mais três brasileiros ficaram entre os dez primeiros: Raphael Matos, da De Ferran Luczo Dragon, foi o quarto; Helio Castroneves, da Penske, o nono; e Tony Kanaan, da Andretti Autosport, o décimo. Bia Figueiredo, da Dreyer & Reinbold, foi a melhor mulher das quatro que disputaram a prova, com o 13º lugar.

Mas a corrida foi marcada por uma chuva torrencial, que durou 45 minutos e causou a interrupção pela direção de prova com apenas 35 das 75 voltas disputadas. A decisão foi tomada por motivos de segurança, após várias poças se formarem ao longo do circuito e a reta do sambódromo apresentar condições péssimas de aderência por causa do piso de concreto. A prova só foi reiniciada às 15h (de Brasília).

Vários acidentes já haviam provocado bandeiras amarelas e a entrada do pace car durante a corrida. A batida que mais preocupou aconteceu logo na largada, quando o brasileiro Mário Moraes perdeu o controle do carro por causa da poeira na reta do sambódromo e foi parar em cima do cockpit do americano Marco Andretti. Após alguns minutos de angústia, o piloto conseguiu sair ileso do carro.

Acidentes e bandeiras amarelas

A corrida começou complicada já na largada. o estreante Takuma Sato, da KV, freou muito tarde e acertou Scott Dixon, da Chip Ganassi, que rodou. Helio Castroneves, da Penske, também foi colhido no incidente. Como consequência da confusão, Mario Moraes rodou e acertou o carro de Marco Andretti, da Andretti Autosport, e sua roda traseira ficou sobre o cockpit do rival. Felizmente o americano saiu ileso.

Após oito voltas em bandeira amarela, Dario Franchitti liderou a relargada, com o canadense Alex Tagliani em segundo. O piloto da Fazzt segurava a segunda posição até a 19ª volta, quando foi superado por Ryan Hunter-Reay na última curva do circuito. Nesta altura, Tony Kanaan ocupava a quarta posição e era o melhor brasileiro. Dan Wheldon, da Panther, era o quinto.

Na 21ª volta, a venezuelana Milka Duno, da Dale Coyne, rodou mais uma vez no fim de semana e causou a segunda bandeira amarela da corria. Quase todos os pilotos aproveitaram a ocasião para fazer seus primeiros pit stops, menos a novata suíça Simona de Silvestro, da HVM, que assumiu a liderança. Na relargada, ela se manteve por uma volta na ponta, mas acabou superada por Hunter-Reay e Franchitti.

Mais atrás, Tony Kanaan vinha em quinto, mas acabou colhido pelo carro de Tagliani. O canadense perdeu o controle após ser acertado na traseira por Wheldon, que freou tarde demais na curva do fim da reta oposta. O motor do carro do brasileiro morreu e ele perdeu uma volta até conseguir retornar à pista.


Logo após a bandeira verde, a chuva desabou sobre o circuito de rua do Anhembi e várias poças começaram a se formar no asfalto, causando problemas de aquaplanagem para os carros. A maioria dos pilotos entrou nos boxes e colocou pneus de chuva, mas as condições continuavam terríveis. Após o acidente de Alex Lloyd, da Dale Coyne, no meio da reta oposta, a direção de prova resolveu acionar a bandeira amarela. Após algumas voltas, na 35ª, a corrida foi interrompida.


Os pit stops antes da bandeira vermelha colocaram o australiano Will Power na segunda posição da prova, entre Franchitti e Hunter-Reay. Após 45 minutos de interrupção, a direção de prova autorizou os pilotos a voltarem à pista, ainda sob bandeira amarela. Faltariam 42 a serem disputados e a corrida seria encerrada no templo limite de duas horas.

Ainda em bandeira amarela, Hunter-Reay e Power colocaram pneus slicks, enquanto Franchitti, Dixon, Mike Conway e Justin Wilson ficaram com os de chuva e assumiram as cinco primeiras posições da prova. Só que a pista já estava seca e os slicks provaram ser a melhor escolha: o americano da Andretti Autosport começou a fazer ultrapassagens com muita facilidade.


Após os pit stops de quem estava com pneu de chuva, Hunter-Reay assumiu a ponta, com boa vantagem para Raphael Matos, Briscoe e Power. A dupla da Penske ultrapassou o brasileiro e foi à caça do americano. Briscoe se tornou líder na 50ª volta, mas recebeu o troco. No fim da mesma volta, ele consumou a ultrapassagem, mas acabou no muro duas voltas depois e causou mais uma bandeira amarela.


A relargada foi autorizada com seis minutos para o fim da prova. Hunter-Reay saiu bem, mas Power reduziu sua vantagem e o ultrapassou bem próximo do fim da prova. Ao mesmo tempo, Vitor Meira, que tinha largado em 16º, superava Matos e garantia o pódio, em terceiro.


Confira a classificação da etapa brasileira da Fórmula Indy:


1 - Will Power (AUS/Penske) - 61 voltas em 2h00m58s000


2 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport) - a 1s858


3 - Vitor Meira (BRA/AJ Foyt) - a 9s709


4 - Raphael Matos (BRA/De Ferran-Luczo Dragon) - a 10s423


5 - Dan Wheldon (ING/Panther) - a 10s888


6 - Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi) - a 11s347


7 - Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi) - a 12s057


8 - Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold) - a 12s165


9 - Helio Castroneves (BRA/Penske) - a 12s741


10 - Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport) - a 13s485


11 - Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold) - a 13s919


12 - Ernesto Viso (VEN/KV) - a 16s903


13 - Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold) - a 19s645


14 - Ryan Briscoe (AUS/Penske) - a 1m14s919


15 - Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport) - a 1 volta


16 - Simona de Silvestro (SUI/HVM) - a 3 voltas


Não completaram:


Mario Romancini (BRA/Conquest) - a 15 voltas/acidente


Alex Lloyd (ING/Dale Coyne) - a 31 voltas/acidente


Alex Tagliani (CAN/Fazzt) - a 33 voltas/acidente


Hideki Mutoh (JAP/Newmann-Haas-Lanigan) - a 34 voltas/acidente


Milka Duno (VEN/Dale Coyne) - a 41 voltas/acidente


Takuma Sato (JAP/KV) - a 61 voltas/acidente


Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport) - a 61 voltas/acidente


Mário Moraes (BRA/KV) - a 61 voltas/acidente
domingo, 14 de março de 2010

O abraço logo após a prova deste domingo foi natural para quem abriu o ano com uma dobradinha incontestável. No duelo interno da Ferrari, contudo, Fernando Alonso tem mais motivos para sorrir do que Felipe Massa. O espanhol ultrapassou o brasileiro logo na largada do GP do Bahrein, superou o alemão Sebastian Vettel na 34ª volta e venceu a primeira prova da temporada no circuito de Sakhir. Mas a festa do bicampeão mundial não significa que havia tristeza na segunda parte da dobradinha. Oito meses após o grave acidente do ano passado, Massa voltou a sentir o sabor de subir no pódio, à frente do inglês Lewis Hamilton, que chegou em terceiro.


Vettel largou na pole position e segurou sua RBR na ponta até a 34ª volta. Foi o máximo que conseguiu. Ele foi ultrapassado de uma só vez por Alonso e Massa e, com queda de potência no carro, perdeu posição também para a McLaren de Hamilton, terminando em quarto. Atrás de Vettel chegaram os dois alemães da Mercedes: em quinto, Nico Rosberg, e em sexto o heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à Fórmula 1 após três anos de aposentadoria.
Fernando Alonso vibra no pódio: o bicampeão mundial ganhou a corrida e o duelo interno com Massa



Os dois estreantes brasileiros não conseguiram permanecer muito tempo na pista. Lucas di Grassi, da VRT, teve problemas com o carro logo na terceira volta e ficou pelo caminho na caixa de brita de uma das curvas do circuito de Sakhir. Bruno Senna, da Hispania, foi até a 17ª volta, embora oito segundos mais lento que o líder, e abandonou após a quebra do motor Cosworth.


O heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à F-1 após três anos de aposentadoria, teve um desempenho discreto no GP do Bahrein. O piloto da Mercedes não foi agressivo e chegou em sexto, uma posição atrás de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe. A única posição que o alemão ganhou na prova foi a de Mark Webber, da RBR, que teve um leve vazamento de óleo na primeira volta, perdeu força e caiu para oitavo.

Vettel larga bem, mas se complica

O forte calor no Bahrein, com mais de 40ºC, transformou a prova em um teste de resistência. Vettel manteve a ponta na largada (veja no vídeo ao lado). No lado sujo, Massa perdeu tração e sofreu o bote de Alonso logo depois da primeira curva. O trio comandaria mais da metade da corrida. Quem também perdeu posição no início da prova foi Mark Webber. Ele largou em sexto, mas teve um problema no carro, aparentemente um vazamento de óleo, e foi ultrapassado pela Mercedes de Schumacher e pela McLaren de Jenson Button. Mais atrás, Adrian Sutil (Force India) e Robert Kubica (Renault) rodaram, mas foram em frente.

Os estreantes começaram a sofrer na segunda volta. Karun Chandhok, da Hispania, que tinha largado dos boxes com Bruno Senna, foi o primeiro a abandonar, após bater no miolo do circuito. Em seguida, Lucas di Grassi teve problemas hidráulicos no carro e foi parar na caixa de brita (confira no vídeo). O novato Nico Hulkenberg, da Williams, rodou sozinho na terceira passagem, após sair de traseira em uma curva de alta, mas conseguiu retornar à prova.

Na frente, Vettel mantinha um bom ritmo, enquanto Alonso e Massa tentavam andar rápido para pressionar o alemão da RBR. Na décima volta, a diferença deles para o quarto já era de 10s.



Vettel largou na frente e manteve a ponta até a 34ª volta, quando foi ultrapassado por Alonso e Massa


Os pit stops - agora sem reabastecimento - começaram na 12ª volta, com Bruno Senna. A Hispania se enrolou na troca de pneus e demorou quase oito segundos para liberar o brasileiro. De todo modo, o carro do brasileiro não aguentaria muito tempo. Na 17ª, o motor quebrou, e Bruno foi forçado a parar na primeira curva do circuito.
 
Ferrari tira vantagem aos poucos


Foi na 12ª volta que Alonso fez seu pit stop. Ele voltou andando mais rápido com o pneu duro e o carro um pouco mais leve. Na passagem seguinte, Vettel e Massa pararam, sem problemas com o trabalho de suas equipes. A diferença entre eles na pista pouco se alterou neste período da corrida.



Aos poucos, os pilotos da Ferrari começaram a reduzir a vantagem de Vettel. Na 34ª volta, veio a surpresa. O alemão começou a perder rendimento, e Alonso chegou nele rapidamente. Após uma volta com muita cautela, o bicampeão mundial conseguiu a ultrapassagem na reta dos boxes. O piloto da RBR, que reclamava de perda de potência, também foi superado por Massa.

Dali em diante, Alonso e Massa mantiveram suas posições. Pouco antes da ultrapassagem sobre Vettel, Rob Smedley, engenheiro do brasileiro, pediu que ele diminuísse o ritmo, por causa do uso do motor, que foi trocado antes da largada. A Ferrari chegou a ficar preocupada com o rendimento, mas não houve problema. Sem sustos, Alonso e Felipe cruzaram a linha de chegada para fazer a primeira dobradinha vermelha da temporada.


Ao fim da prova, Felipe Massa (à esquerda) e Fernando Alonso fizeram a festa no pódio do Bahrein


Confira o resultado do GP do Bahrein:


1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 49 voltas em 1h39m20s396

2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 16s099

3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 23s182

4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 38s713

5 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 40s263

6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 44s180

7 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 45s260

8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s308

9 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - a 53s089

10 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m02s400

11 - Robert Kubica (POL/Renault) - a 1m09s093

12 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m22s958

13 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m32s656

14 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - a 1 volta

15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - a 1 volta

16 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 3 voltas

17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - a 3 voltas

Não completaram:


Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - a 19 voltas/mecânico

Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - a 31 voltas/motor

Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - a 32 voltas/hidráulico

Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 35 voltas/suspensão

Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 37 voltas/mecânico

Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - a 46 voltas/hidráulico

Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - a 47 voltas/acidente

Melhor volta:
Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m58s287, na 45ª volta

Monaco ''Treino''

GP da Espanha

Melhores momentos do GP da Austrália

GPdo Bahrein Mlehores Momentos