domingo, 28 de março de 2010
Pancada de chuva traz emoção de volta; Kubica chega em segundo, e Massa completa o pódio
Duas corridas, dois pódios. Apesar de ainda não ter vencido na temporada 2010 da Fórmula 1, Felipe Massa festejou neste domingo o melhor início de campeonato de sua carreira. Com o segundo lugar no Bahrein e o terceiro na Austrália, o brasileiro da Ferrari se disse satisfeito e agradeceu à equipe.
É fantástico ter um segundo e um terceiro lugar neste início de ano. Nós sabemos como isso é importante para o campeonato. No passado, eu não somei tantos pontos quanto agora. A equipe fez um trabalho incrível, e estou feliz por terminar em terceiro em uma corrida como esta – avaliou Massa.
Para o brasileiro, seu início de prova, quando passou de quinto para segundo lugar, foi o principal motivo para que ele terminasse no pódio na Austrália.
- Eu tive um começo fantástico, tive boa aderência e consegui arrancar bem. Vi muitos carros girarem as rodas em falso, como Fernando Alonso e Mark Webber. Tive um começo muito bom e passei por eles de uma maneira muito boa. Meu melhor resultado na Austrália havia sido um sexto lugar - disse.
sexta-feira, 19 de março de 2010
No próximo domingo, dia 21 de março, Ayrton Senna completaria 50 anos se estivesse vivo. Enquanto a data não chega, o LANCENET! quer saber de você, internauta, qual foi a melhor corrida do tricampeão na Fórmula 1. Escolhemos dez atuações marcantes de Senna para você lembrar e votar!
GP de Mônaco de 1984 - Correndo pela Toleman, Senna conseguiu o 13º lugar no grid em um total de 20 carros. As perspectivas para a corrida não eram boas, mas a chuva no dia da corrida mudou a situação. Com uma pilotagem sensacional, Ayrton subiu até o segundo lugar e encostou no líder Alain Prost (McLaren) na 31ª volta, quando o diretor de prova Jacky Ickx resolveu encerrar a prova por razões de segurança. Mesmo assim, o brasileiro marcou seu território na categoria.
GP de Portugal de 1985 - Na sua segunda corrida pela Lotus, Senna obteve sua primeira pole na F-1. No dia da corrida, um temporal atacou Estoril e Senna atacou o circuito. Mesmo, segundo ele próprio, depois de cometer alguns erros, Senna abriu um minuto de vantagem sobre o segundo colocado Michele Alboreto (Ferrari) para conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1. Era também o fim de jejum de vitórias da Lotus, que vinha desde 1982.
GP dos Estados Unidos de 1986 - Senna fez mais uma pole com seu Lotus e brigou contra Nigel Mansell nas primeiras voltas até parar nos boxes com um pneu furado. Retornou em oitavo, mas abriu caminho até voltar à ponta. Após a bandeirada, fez pela primeira vez o gesto que o marcaria: pegou uma bandeira brasileira com um torcedor e desfilou com ela como forma de minimizar o sofrimento da torcida brasileira, um dia após a eliminação na Copa do Mundo contra a França.
GP do Canadá de 1988 - Ayrton Senna e Alain Prost vinham trocando as vitórias na temporada, mas até aquele momento jamais haviam tido um confronto direto. Em Montreal, Senna fez a pole, mas perdeu a ponta para o francês nos primeiros metros. Durante 18 voltas, o brasileiro perseguiu o rival e, com uma manobra precisa e decidida no cotovelo, assumiu a liderança para não mais perder. Foi, talvez, a ultrapassagem mais importante da carreira de Ayrton até então.
GP do Japão de 1988 - Se vencesse em Suzuka, Senna atingiria seu oitavo triunfo no campeonato e conquistaria antecipadamente o título na briga contra Alain Prost. Após marcar a 12ª pole em 15 corridas, Ayrton teve problemas com a embreagem na largada e caiu para 16º. Mas o brasileiro recuperaria todas as posições com ultrapassagens audaciosas e decisivas, e, com uma ajudinha da chuva, superaria Prost para selar o seu primeiro título na categoria.
GP da Itália de 1990 - Em mais um duelo pelo título entre Senna e Alain Prost, quem vencesse em Monza daria um passo importantíssimo para a conquista. E a prova aconteceria na casa da Ferrari, com a torcida toda favorável a Prost. Mas o brasileiro, com uma atuação impecável, não deu a mínima chance ao francês, dominou a corrida de ponta a ponta, quebrou a maldição de jamais ter vencido em Monza e calou os italianos.
GP do Brasil de 1991 - Senna jamais havia vencido no seu país, mas a vitória na primeira prova do ano, nos Estados Unidos, aumentava ainda mais seu favoritismo. Após fazer a pole, Ayrton largou bem, mas não conseguiu fugir de Nigel Mansell e seu renovado Williams. Depois, o inglês teria um pneu furado e abandonaria após uma rodada. Mas todas as marchas, exceto a sexta, quebraram no carro do brasileiro, que teve de fazer um esforço sobrehumano para cruzar a linha de chegada na frente.
GP de Mônaco de 1992 - Após cinco vitórias em cinco provas, Nigel Mansell era favoritíssimo à vitória em Mônaco. E o Leão dominou quase toda a corrida até ser obrigado a trocar um pneu furado. Ayrton Senna estava a uma distância suficiente para assumir a ponta e, com uma lição de pilotagem, fez o possível e o impossível para resistir às investidas de Mansell e conquistar sua quinta vitória nas ruas do Principado, igualando o recorde de Graham Hill.
GP do Brasil de 1993 - Com um McLaren inferior em potência ao Williams de Alain Prost, Senna teria muitas dificuldades para vencer pela segunda vez em Interlagos. E, de fato, após a largada o francês disparou na frente. Mas veio a chuva, Prost se atrapalhou e Senna se recuperou, assumindo a ponta com uma ultrapassagem sensacional sobre Damon Hill. Após a bandeirada, uma multidão invadiu a pista e carregou Senna nos braços, numa cena épica.
GP da Europa de 1993 - No circuito inglês novamente a Williams era favorita. Mas a chuva voltaria a ajudar Ayrton, que, numa primeira volta antológica, saiu de quinto para primeiro, ultrapassando pela ordem Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost. Depois abriu vantagem, trocou os pneus nos momentos certos e só não deu uma volta em todos os rivais porque tirou o pé nas últimas voltas.
Fonte: MSN Esportes
segunda-feira, 15 de março de 2010
Australiano supera americano Ryan Hunter-Reay nas últimas voltas da corrida. Vitor Meira é o melhor brasileiro, na terceira posição em São Paulo
Acidentes e bandeiras amarelas
Após os pit stops de quem estava com pneu de chuva, Hunter-Reay assumiu a ponta, com boa vantagem para Raphael Matos, Briscoe e Power. A dupla da Penske ultrapassou o brasileiro e foi à caça do americano. Briscoe se tornou líder na 50ª volta, mas recebeu o troco. No fim da mesma volta, ele consumou a ultrapassagem, mas acabou no muro duas voltas depois e causou mais uma bandeira amarela.
A relargada foi autorizada com seis minutos para o fim da prova. Hunter-Reay saiu bem, mas Power reduziu sua vantagem e o ultrapassou bem próximo do fim da prova. Ao mesmo tempo, Vitor Meira, que tinha largado em 16º, superava Matos e garantia o pódio, em terceiro.
Confira a classificação da etapa brasileira da Fórmula Indy:
1 - Will Power (AUS/Penske) - 61 voltas em 2h00m58s000
2 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport) - a 1s858
3 - Vitor Meira (BRA/AJ Foyt) - a 9s709
4 - Raphael Matos (BRA/De Ferran-Luczo Dragon) - a 10s423
5 - Dan Wheldon (ING/Panther) - a 10s888
6 - Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi) - a 11s347
7 - Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi) - a 12s057
8 - Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold) - a 12s165
9 - Helio Castroneves (BRA/Penske) - a 12s741
10 - Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport) - a 13s485
11 - Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold) - a 13s919
12 - Ernesto Viso (VEN/KV) - a 16s903
13 - Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold) - a 19s645
14 - Ryan Briscoe (AUS/Penske) - a 1m14s919
15 - Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport) - a 1 volta
16 - Simona de Silvestro (SUI/HVM) - a 3 voltas
Não completaram:
Mario Romancini (BRA/Conquest) - a 15 voltas/acidente
Alex Lloyd (ING/Dale Coyne) - a 31 voltas/acidente
Alex Tagliani (CAN/Fazzt) - a 33 voltas/acidente
Hideki Mutoh (JAP/Newmann-Haas-Lanigan) - a 34 voltas/acidente
Milka Duno (VEN/Dale Coyne) - a 41 voltas/acidente
Takuma Sato (JAP/KV) - a 61 voltas/acidente
Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport) - a 61 voltas/acidente
Mário Moraes (BRA/KV) - a 61 voltas/acidente
Após a interrupção causada pela chuva forte, Will Power venceu a etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada neste domingo no circuito de rua do Anhembi, em São Paulo. O australiano superou o americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti Autosport, nas últimas voltas e deixou o rival em segundo. Vitor Meira, da AJ Foyt, foi o melhor brasileiro, na terceira posição, com bela corrida de recuperação após largar em 16º lugar.
Will Power recebe a bandeirada e vence a etapa brasileira da Fórmula Indy, disputada neste domingo
Além de Meira, mais três brasileiros ficaram entre os dez primeiros: Raphael Matos, da De Ferran Luczo Dragon, foi o quarto; Helio Castroneves, da Penske, o nono; e Tony Kanaan, da Andretti Autosport, o décimo. Bia Figueiredo, da Dreyer & Reinbold, foi a melhor mulher das quatro que disputaram a prova, com o 13º lugar.
Mas a corrida foi marcada por uma chuva torrencial, que durou 45 minutos e causou a interrupção pela direção de prova com apenas 35 das 75 voltas disputadas. A decisão foi tomada por motivos de segurança, após várias poças se formarem ao longo do circuito e a reta do sambódromo apresentar condições péssimas de aderência por causa do piso de concreto. A prova só foi reiniciada às 15h (de Brasília).
Vários acidentes já haviam provocado bandeiras amarelas e a entrada do pace car durante a corrida. A batida que mais preocupou aconteceu logo na largada, quando o brasileiro Mário Moraes perdeu o controle do carro por causa da poeira na reta do sambódromo e foi parar em cima do cockpit do americano Marco Andretti. Após alguns minutos de angústia, o piloto conseguiu sair ileso do carro.
Acidentes e bandeiras amarelas
A corrida começou complicada já na largada. o estreante Takuma Sato, da KV, freou muito tarde e acertou Scott Dixon, da Chip Ganassi, que rodou. Helio Castroneves, da Penske, também foi colhido no incidente. Como consequência da confusão, Mario Moraes rodou e acertou o carro de Marco Andretti, da Andretti Autosport, e sua roda traseira ficou sobre o cockpit do rival. Felizmente o americano saiu ileso.
Após oito voltas em bandeira amarela, Dario Franchitti liderou a relargada, com o canadense Alex Tagliani em segundo. O piloto da Fazzt segurava a segunda posição até a 19ª volta, quando foi superado por Ryan Hunter-Reay na última curva do circuito. Nesta altura, Tony Kanaan ocupava a quarta posição e era o melhor brasileiro. Dan Wheldon, da Panther, era o quinto.
Na 21ª volta, a venezuelana Milka Duno, da Dale Coyne, rodou mais uma vez no fim de semana e causou a segunda bandeira amarela da corria. Quase todos os pilotos aproveitaram a ocasião para fazer seus primeiros pit stops, menos a novata suíça Simona de Silvestro, da HVM, que assumiu a liderança. Na relargada, ela se manteve por uma volta na ponta, mas acabou superada por Hunter-Reay e Franchitti.
Mais atrás, Tony Kanaan vinha em quinto, mas acabou colhido pelo carro de Tagliani. O canadense perdeu o controle após ser acertado na traseira por Wheldon, que freou tarde demais na curva do fim da reta oposta. O motor do carro do brasileiro morreu e ele perdeu uma volta até conseguir retornar à pista.
Logo após a bandeira verde, a chuva desabou sobre o circuito de rua do Anhembi e várias poças começaram a se formar no asfalto, causando problemas de aquaplanagem para os carros. A maioria dos pilotos entrou nos boxes e colocou pneus de chuva, mas as condições continuavam terríveis. Após o acidente de Alex Lloyd, da Dale Coyne, no meio da reta oposta, a direção de prova resolveu acionar a bandeira amarela. Após algumas voltas, na 35ª, a corrida foi interrompida.
Os pit stops antes da bandeira vermelha colocaram o australiano Will Power na segunda posição da prova, entre Franchitti e Hunter-Reay. Após 45 minutos de interrupção, a direção de prova autorizou os pilotos a voltarem à pista, ainda sob bandeira amarela. Faltariam 42 a serem disputados e a corrida seria encerrada no templo limite de duas horas.
Ainda em bandeira amarela, Hunter-Reay e Power colocaram pneus slicks, enquanto Franchitti, Dixon, Mike Conway e Justin Wilson ficaram com os de chuva e assumiram as cinco primeiras posições da prova. Só que a pista já estava seca e os slicks provaram ser a melhor escolha: o americano da Andretti Autosport começou a fazer ultrapassagens com muita facilidade.
Após os pit stops de quem estava com pneu de chuva, Hunter-Reay assumiu a ponta, com boa vantagem para Raphael Matos, Briscoe e Power. A dupla da Penske ultrapassou o brasileiro e foi à caça do americano. Briscoe se tornou líder na 50ª volta, mas recebeu o troco. No fim da mesma volta, ele consumou a ultrapassagem, mas acabou no muro duas voltas depois e causou mais uma bandeira amarela.
A relargada foi autorizada com seis minutos para o fim da prova. Hunter-Reay saiu bem, mas Power reduziu sua vantagem e o ultrapassou bem próximo do fim da prova. Ao mesmo tempo, Vitor Meira, que tinha largado em 16º, superava Matos e garantia o pódio, em terceiro.
Confira a classificação da etapa brasileira da Fórmula Indy:
1 - Will Power (AUS/Penske) - 61 voltas em 2h00m58s000
2 - Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport) - a 1s858
3 - Vitor Meira (BRA/AJ Foyt) - a 9s709
4 - Raphael Matos (BRA/De Ferran-Luczo Dragon) - a 10s423
5 - Dan Wheldon (ING/Panther) - a 10s888
6 - Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi) - a 11s347
7 - Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi) - a 12s057
8 - Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold) - a 12s165
9 - Helio Castroneves (BRA/Penske) - a 12s741
10 - Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport) - a 13s485
11 - Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold) - a 13s919
12 - Ernesto Viso (VEN/KV) - a 16s903
13 - Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold) - a 19s645
14 - Ryan Briscoe (AUS/Penske) - a 1m14s919
15 - Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport) - a 1 volta
16 - Simona de Silvestro (SUI/HVM) - a 3 voltas
Não completaram:
Mario Romancini (BRA/Conquest) - a 15 voltas/acidente
Alex Lloyd (ING/Dale Coyne) - a 31 voltas/acidente
Alex Tagliani (CAN/Fazzt) - a 33 voltas/acidente
Hideki Mutoh (JAP/Newmann-Haas-Lanigan) - a 34 voltas/acidente
Milka Duno (VEN/Dale Coyne) - a 41 voltas/acidente
Takuma Sato (JAP/KV) - a 61 voltas/acidente
Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport) - a 61 voltas/acidente
Mário Moraes (BRA/KV) - a 61 voltas/acidente
domingo, 14 de março de 2010
O abraço logo após a prova deste domingo foi natural para quem abriu o ano com uma dobradinha incontestável. No duelo interno da Ferrari, contudo, Fernando Alonso tem mais motivos para sorrir do que Felipe Massa. O espanhol ultrapassou o brasileiro logo na largada do GP do Bahrein, superou o alemão Sebastian Vettel na 34ª volta e venceu a primeira prova da temporada no circuito de Sakhir. Mas a festa do bicampeão mundial não significa que havia tristeza na segunda parte da dobradinha. Oito meses após o grave acidente do ano passado, Massa voltou a sentir o sabor de subir no pódio, à frente do inglês Lewis Hamilton, que chegou em terceiro.
Vettel largou na pole position e segurou sua RBR na ponta até a 34ª volta. Foi o máximo que conseguiu. Ele foi ultrapassado de uma só vez por Alonso e Massa e, com queda de potência no carro, perdeu posição também para a McLaren de Hamilton, terminando em quarto. Atrás de Vettel chegaram os dois alemães da Mercedes: em quinto, Nico Rosberg, e em sexto o heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à Fórmula 1 após três anos de aposentadoria.
Fernando Alonso vibra no pódio: o bicampeão mundial ganhou a corrida e o duelo interno com Massa
Os dois estreantes brasileiros não conseguiram permanecer muito tempo na pista. Lucas di Grassi, da VRT, teve problemas com o carro logo na terceira volta e ficou pelo caminho na caixa de brita de uma das curvas do circuito de Sakhir. Bruno Senna, da Hispania, foi até a 17ª volta, embora oito segundos mais lento que o líder, e abandonou após a quebra do motor Cosworth.
O heptacampeão Michael Schumacher, que voltou à F-1 após três anos de aposentadoria, teve um desempenho discreto no GP do Bahrein. O piloto da Mercedes não foi agressivo e chegou em sexto, uma posição atrás de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe. A única posição que o alemão ganhou na prova foi a de Mark Webber, da RBR, que teve um leve vazamento de óleo na primeira volta, perdeu força e caiu para oitavo.
Vettel larga bem, mas se complica
O forte calor no Bahrein, com mais de 40ºC, transformou a prova em um teste de resistência. Vettel manteve a ponta na largada (veja no vídeo ao lado). No lado sujo, Massa perdeu tração e sofreu o bote de Alonso logo depois da primeira curva. O trio comandaria mais da metade da corrida. Quem também perdeu posição no início da prova foi Mark Webber. Ele largou em sexto, mas teve um problema no carro, aparentemente um vazamento de óleo, e foi ultrapassado pela Mercedes de Schumacher e pela McLaren de Jenson Button. Mais atrás, Adrian Sutil (Force India) e Robert Kubica (Renault) rodaram, mas foram em frente.
Os estreantes começaram a sofrer na segunda volta. Karun Chandhok, da Hispania, que tinha largado dos boxes com Bruno Senna, foi o primeiro a abandonar, após bater no miolo do circuito. Em seguida, Lucas di Grassi teve problemas hidráulicos no carro e foi parar na caixa de brita (confira no vídeo). O novato Nico Hulkenberg, da Williams, rodou sozinho na terceira passagem, após sair de traseira em uma curva de alta, mas conseguiu retornar à prova.
Na frente, Vettel mantinha um bom ritmo, enquanto Alonso e Massa tentavam andar rápido para pressionar o alemão da RBR. Na décima volta, a diferença deles para o quarto já era de 10s.
Vettel largou na frente e manteve a ponta até a 34ª volta, quando foi ultrapassado por Alonso e Massa
Os pit stops - agora sem reabastecimento - começaram na 12ª volta, com Bruno Senna. A Hispania se enrolou na troca de pneus e demorou quase oito segundos para liberar o brasileiro. De todo modo, o carro do brasileiro não aguentaria muito tempo. Na 17ª, o motor quebrou, e Bruno foi forçado a parar na primeira curva do circuito.
Ferrari tira vantagem aos poucos
Foi na 12ª volta que Alonso fez seu pit stop. Ele voltou andando mais rápido com o pneu duro e o carro um pouco mais leve. Na passagem seguinte, Vettel e Massa pararam, sem problemas com o trabalho de suas equipes. A diferença entre eles na pista pouco se alterou neste período da corrida.
Aos poucos, os pilotos da Ferrari começaram a reduzir a vantagem de Vettel. Na 34ª volta, veio a surpresa. O alemão começou a perder rendimento, e Alonso chegou nele rapidamente. Após uma volta com muita cautela, o bicampeão mundial conseguiu a ultrapassagem na reta dos boxes. O piloto da RBR, que reclamava de perda de potência, também foi superado por Massa.
Dali em diante, Alonso e Massa mantiveram suas posições. Pouco antes da ultrapassagem sobre Vettel, Rob Smedley, engenheiro do brasileiro, pediu que ele diminuísse o ritmo, por causa do uso do motor, que foi trocado antes da largada. A Ferrari chegou a ficar preocupada com o rendimento, mas não houve problema. Sem sustos, Alonso e Felipe cruzaram a linha de chegada para fazer a primeira dobradinha vermelha da temporada.
Ao fim da prova, Felipe Massa (à esquerda) e Fernando Alonso fizeram a festa no pódio do Bahrein
Confira o resultado do GP do Bahrein:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 49 voltas em 1h39m20s396
2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 16s099
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 23s182
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 38s713
5 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 40s263
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 44s180
7 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 45s260
8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 46s308
9 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - a 53s089
10 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m02s400
11 - Robert Kubica (POL/Renault) - a 1m09s093
12 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m22s958
13 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m32s656
14 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - a 1 volta
16 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 3 voltas
17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - a 3 voltas
Não completaram:
Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - a 19 voltas/mecânico
Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - a 31 voltas/motor
Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - a 32 voltas/hidráulico
Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 35 voltas/suspensão
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 37 voltas/mecânico
Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - a 46 voltas/hidráulico
Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth) - a 47 voltas/acidente
Melhor volta:
Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m58s287, na 45ª volta
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